Mai 18 2011

Carta Libertadores

Carta Libertadores


Jan 8 2011

Jesus Manero

OK. É humor negro. Mas é engraçado, sim! Vai lá a seleção do que eu acho melhor do site www.jesusmanero.com . Ou pior, sei lá!

 


Set 30 2010

Choque de Realidade

Choque de realidade. Foi o que houve. Ponto.

É o que acontece com a maioria dos brasileiros no começo de março. Findo o carnaval, é hora de abandonar o litoral e retornar para o cotidiano. Repensar todas as suas atitudes, descobrir seus erros e se planejar para o futuro.

Comigo não, afinal de contas, sou dissidente!

Em pleno mês de setembro, em um surto de normalidade resolvi colocar a meia dúzia de neurônios saudáveis e sóbrios que ainda me restam para fazer este exercício.

E este é um ponto interessante. A bebida é algo para aqueles que podem se dar ao luxo de perder alguns neurônios. Se você não está rindo, não beba! Eu acho que a minha cota já se esgotou. Vamos esperar que eles se reproduzam¹!

Em um momento você repensa tudo o que está acontecendo à sua volta. Quase sempre, você vai chegar à conclusão de que tem cometido mais erros do que acertos. E é essa a beleza da coisa.

Nosso objetivo enquanto viventes, é afinal, evoluir. Pode parecer filosofia barata, mas é algo no qual deveríamos pensar mais.

Passar um período de tempo e verificar que você está na mesma é quase tão ruim quanto saber que as coisas pioraram para você, meu amigo!

Estagnação nunca!

Muita coisa mudou nesse ano. A maior parte delas, pelo meu medo de permanecer no mesmo lugar. E definitivamente, muita coisa tem acontecido em função dessas mudanças.

Pensei sobre tudo o que estava me fazendo mal. E decidi que quero mudar. Às vésperas de uma eleição para presidente, agora sôo como candidato do PT. Não é a questão.

E a coisa tem repercutido bem. Será aquela fobia à mudança do qual já falei? Mudar de fato é assustador.

Tendo em mente que somos todos coadjuvantes de vidas alheias, principalmente daquelas benquistas, mudanças que aplicamos a nós mesmos vão gerar impactos a pessoas próximas. Para o bem ou para o mal.

Parei de beber cerveja. Como vou encontrar meus melhores amigos butequeiros?

Comecei a correr. Vou sozinho?

Parei de comer carne vermelha. E agora?

E aí você descobre que os amigos mesmo vão continuar levando você pro buteco, enchendo seu saco porque você não está bebendo. E vai descobrir também que tem um bocado de gente que não bebe!

Vai descobrir ainda que tem mais gente do que você imagina que está preocupada com a saúde, e que só estava precisando de um empurrãozinho. Ou dois ou três.

E vai ver que deveria ter começado a comer peixe bem antes. E que carne vermelha é um veneno muito gostoso e faz falta!

Nem tudo são flores. Mas as recompensas surgirão, cedo ou tarde!

E quando as recompensas estiverem bem ali à sua frente, você vai se sentir feliz por ter conseguido superar alguns obstáculos. E constatar que poderia ter mudado muitas outras coisas!

Não se conforme com seus defeitos. Corrija-os e encontre novos quando o tempo chegar.

E dá-lhe vontade de fazer aquele churrasco com Picanha e Brahma bem gelada…

¹ Sim, os neurônios se reproduzem! (http://tiny.cc/ndajx83zlu)

Set 28 2010

A Marina do dedo verde

Não é meu, mas vale publicar:

A Marina do dedo verde
RUTH DE AQUINO
Revista época

Quando ela fala, veias caudalosas se projetam no pescoço. Marina Silva tem uma voz arranhada, que parece emergir com esforço de sua figura esguia. Com essa voz não treinada, que vem de dentro, Marina foi a candidata, nesta campanha de cartas marcadas, que soube projetar melhor, com inteligência e ironia fina, suas palavras. Talvez porque fossem palavras dela e de mais ninguém. Não mais do mesmo, não o vale-tudo de quem dá mais salário mínimo, 13o de Bolsa Família, ou empregos para a parentalha.

O título deste artigo é uma alusão a O menino do dedo verde, livro infantojuvenil escrito pelo francês Maurice Druon, em 1957, e adaptado para desenho animado. O protagonista, Tistou, tinha um dom: onde colocava o dedo, nasciam flores. O menino conhece a miséria, a prisão e os hospitais. Decide alegrar esses ambientes. E, ao colocar o dedo no presídio, nascem tantas flores que as portas da prisão não fecham mais. Mas os presos não fogem porque o mundo havia mudado para melhor.

Trata-se de uma fábula. Mas, como a realidade desta campanha eleitoral anda difícil de engolir, fantasias são bem-vindas. Na reta final, uma marola verde se torna onda e atrai desiludidos. Marina, que já se apresentou como a “outra Silva” e a “primeira candidata negra à Presidência”, abandonou os slogans que empobreciam seu discurso para colocar o dedo verde nas feridas do país.

Não por acaso a candidata do PV foi quem mais se beneficiou dessa língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula. Após as denúncias de corrupção e tráfico de influência do braço direito de Dilma Rousseff, as pesquisas mostram uns pontinhos a mais para Marina. Era previsto. Essa acriana evangélica, com quatro filhos e coque austero, é a única novidade. Suas reflexões sobre o Brasil e os adversários têm um carimbo de franqueza, sem arrogância. Concordando ou não com ela, somos compelidos a escutá-la.
A candidata do PV foi quem mais se beneficiou da língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula .

Suas frases de muito efeito ecoaram em cabeças pensantes e na juventude. Seguem-se algumas delas:

“Lula e Dilma infantilizam o eleitor brasileiro com essa história de pai e mãe”.
“É possível perder ganhando e ganhar perdendo.”
“Serra e Dilma são inteiramente parecidos porque defendem um modelo de desenvolvimento do século XX.”
“O Brasil não precisa de um gerentão” (referindo-se a Dilma).
“Meus adversários criam duas novelas: numa, o Brasil é todo azul, na outra é cor-de- rosa.”

Marina se diz contra “o ‘promessômetro’ para ganhar simpatia”. Quer acabar com o “voto por gratidão” e criar o “voto cidadão”. Difícil, inviável, dirão, mas há um componente de sedução em sua fala.
Na semana passada, depois que Lula proclamou, em mais um comício – “Nós somos a opinião pública” –, a menina do dedo verde reagiu: “Eu acredito na liberdade de imprensa. Acho que o presidente fez uma crítica à imprensa que é contraditória com toda a sua trajetória dentro do PT”.

Dilma perdeu a fachada de paz e amor e reagiu com fúria às denúncias na imprensa. “Ela teve uma recaída. Parecia até ela mesma”, teria dito um aliado da petista, segundo a Folha de S.Paulo. A outra má impressão da semana foi a entrevista de José Serra ao Bom dia Brasil, na TV Globo. Não deixou que os jornalistas perguntassem quase nada. Impedia apartes, num tom professoral e prepotente que afasta até seus eleitores. A uma repórter do humorístico CQC, da Bandeirantes, Serra perguntou se ela tinha namorado. Não é a primeira vez que perde a noção.

Sem plásticas ou cabeleireiros, Marina cresceu de estatura ao longo da campanha. Seu discurso a princípio ambientalista ampliou-se e ganhou consistência no campo dos valores e da ética. Mesmo que a enorme maioria dos brasileiros não vote nela, sabe-se o que sua candidatura representa: uma terceira via, de olho no desenvolvimento sustentável do século XXI, que não comporta esmolas para uma massa tutelada e semianalfabeta. Quando deixou o governo Lula, após quedas de braço com Dilma, Marina afirmou: “Perco o pescoço, mas não perco o juízo”. E não perdeu mesmo…


Mai 26 2010

Perdeu!

É bem estranha a idéia de mudar alguma coisa. Pior ainda é deixar de ter algo. Passada a segunda década de minha vida (sim, estou tentando parecer mais novo!), começo a pensar que sei bastante sobre perdas.

Perder, ou deixar de ter, é algo com o qual fui forçado a conviver até o presente momento. Tomado pelo humor negro, uso aquela dos pobres. Vivem falando que não teem nada, e logo que cai a primeira chuva do ano, dizem que perderam tudo. Somos assim.

Irremediavelmente, só damos valor àquilo que perdemos. E sempre que perdemos algo a que damos valor, somos tomados pelo sentimento de que não nos resta mais nada. Como diria um não tão sábio assim: Para quem não tem nada, metade é o dobro!

A questão é que vivemos acumulando experiências e por mais que tenhamos que abrir mão de coisas que realmente são importantes nos resta a vivência daquilo que abandonamos ou que nos abandonou. A ressaca sempre estará lá. Com intensidade diretamente proporcional à quantidade de álcool ingerido.

A regra é clara: Bebeu demais, a dor de cabeça vai ser grande. Se apaixonou e não deu certo? É um porre de vinho! Dos ruins ainda por cima! Perdeu muito dinheiro sem necessidade? Experimenta encher a cara de rum. Não vou fazer comparações com a vodca porque a maldita faz esquecer, e pensando bem, seja até um remédio para estas ocasiões.

O fato é que copo por copo vamos aprendendo a beber. Digo,  perda por perda vamos nos habituando à mudança. Não é que devemos nos contentar, mas com o passar do tempo nos tornamos menos suscetíveis aos efeitos do álcool. Ou às dores da perda. As ressacas passadas nos preparam para bebedeiras futuras. E a vida é assim mesmo.

Sem dor não se dá a devida importância ao amor. Sem a traição não se compreende o verdadeiro sentido da amizade. Sem dificuldades materiais nunca vão entender o valor do dinheiro.

É claro que existirão os porres memoráveis (ou nem tanto!), bem como as perdas irreparáveis. E como disse anteriormente, vivemos acumulando experiências. Vivemos esvaziando o copo. E é por isso que prefiro continuar sendo este boêmio errante.

De cada copo uma lição!


Mar 6 2010

Introspecção.blog.com

Porra. Acabei de ler algumas coisas e me senti tocado.

Enquanto eu fico aqui escrevendo sobre algumas coisas que não devem ter a menor importância, vi demonstrações de verdadeiras jornadas introspectivas e que externam o mais belo e profundo sentimento que podemos ter: o Amor!

Por várias vezes fui refém de meus próprios sentimentos. E por mais que tentasse racionalizar o turbilhão de pensamentos que percorriam minha mente, acabava sempre por me defrontar com o que realmente eu desejava.

Quem nunca desejou chorar de rir, cantarolar aquela música uma semana inteira, sair contando a piada mais ridícula do mundo várias vezes e rir dela todas as vezes, dormir abraçado, acordar abraçado e doído, mas contente?

Todo mundo quer amar e ser amado. Poucos têm a coragem necessária para tal. Então você aí do outro lado da tela me diz:

- ” Mas também… Homem nenhum presta!”

Ou então, na versão masculina:

- ” Mas também… Só tem safada por aí…”

Realmente, as pessoas encontram-se em um nível deplorável. Veja o subproduto de nossa música, para ter um retrato fidedigno de o que nossa geração tem criado! Funk!

Caímos em um outro ponto interessante aqui! Funk, pelo que eu me lembro é algo próximo a Jamiroquai em suas origens. Mesmo que passando pela influência de “miami bass” não chega à ser algo que eu considere como um marco na história de nossa música. Não um marco que eu queira contar para as pessoas! De qualquer forma e sem julgar ninguém, a música representa a situação, o universo que cerca aquele determinado grupo ou comunidade. E o Funk faz sentido para muita gente. Só não resulta em um acréscimo cultural ou ocasiona qualquer movimento em prol de um desenvolvimento social ou reflexão acerca de qualquer problema comum àquele grupo. E é isto que esperamos de qualquer arte. Não estou sendo duro demais com o Funk. Em alguns momentos ouço Rock e sei que muito do que eu ouço também não tem a menor nobreza… Mas fazer apologia à organizações criminosas e à promiscuidade exclusivamente também já é demais. Nada contra quem gosta de Funk. Temo pela minha segurança.

Mas é exatamente este o problema. O Funk retrata bem os aspectos de nossa sociedade. E isto não é algo do qual devemos nos orgulhar… E pensar que começamos tão bem com a bossa-nova e a MPB…

E quem diabos vai para um baile funk para arrumar uma namorada?!

Não quero parecer tradicionalista também, porque devemos respeitar o desenvolvimento cultural de cada sociedade. Mas desta forma iremos nos desenvolver em uma anêmona tarada armada até os dentes.

Perde-se o valor de família. Desprezam o valor da cultura e do conhecimento. Exacerbam a importância do dinheiro. Cria-se aquele círculo vicioso em que somente os mais abastados conseguem dar menos valor às coisas materiais. E vamos ouvindo funk…

E aí você compreende qual a dimensão do problema que vai ter para arrumar alguém que seja legal! Mas o problema não acabou!

Na verdade, você acabou de arrumar um problema! Ótimo! Você arrumou um cara legal, que não é moreninho com o cabelo amarelo, semelhante à um super sayajin. Ou conheceu uma gata que não lembra em nada a Valesca Popozuda. Eu me refiro ao comportamento. E nenhum dos dois vai aos famosos bailes funk!

E vocês se dão muito bem. Mas você sabe que lá no fundo está correndo um sério risco! Você sabe disso…

E sabe que depois que chorou de rir, cantarolou, contou a mesma piada um milhão de vezes você sofreu! E como doeu!

Sofrer por amor é ruim sim, mas só acontece porque nos permitimos amar.

E seria bem mais fácil ir para um baile funk, mas qual seria o valor disso?

Ame, cantarole, sorria, chore de rir! Sofra, chore pra valer, sinta-se mal. Mas não deixe que  o amor passe por você sem te perceber. Viva uma vida plena e tenha histórias para contar!


Mar 5 2010

P.S.: Já não faz sentido…

Dissidente é assim mesmo. Não pode ver uma sigla que já vai logo fazendo um auê para descobrir do que se trata.

Mas o grande lance é justamente essa revolta com a estagnação. Aí neguinho levanta a mão lá no fundo e pergunta:

- ” Porra! Que merda é essa de P.S. escrito aí no final?”


Professor já de saco cheio, doido para acabar a aula com cinquenta e dezoito alunos dentro da sala de aula, boa parte deles armados, boa parte destes armados com armas letais. A óbvia resposta do coitado é:

- ” Não se preocupa que isso não vai cair na prova tá turma???!”

Fim de assunto. E ninguém vai se preocupar mesmo. Até porque ao menor sinal de preocupação cabeças vão rolar! Literalmente. E ai daquele nerd que senta ali na primeira ou segunda fileira se falar qualquer coisa…

E é bem por aí. Cortando o papo furado… Bom, se cortar o papo furado acaba o post. Retificando então, vamos ao que interessa.

OK! Pelo menos EU acho interessante…

Já viu aquele “P.S.” escrito ao final de um texto qualquer? Se não, é bom começar a ler um pouquinho. E vai assim: começa pelo vidro de shampoo, pela embalagem de biscoito, quando estiver um pouquinho mais íntimo dos invólucros de produtos industrializados passe para uma revistinha da Turma da Mônica e continue… Algum dia hei de deparar-se com o famoso “P.S.”.

Já não mais tão famoso.

E a besteira a ser escrita aqui é a origem da sigla. Que apesar de também ter duas letras é bem mais nobre que “PT”. E não, antes que vá pensando já em falar algo ou brincar de adivinhações, “P.S.” não abrevia Partido Socialista, Pais Solteiros, Pré-Safra, Pós-Sol…

“P.S.” vem do latim, e significa nada mais nada menos que Post-Scriptum, ou em uma tradução para português, pós-escrito, ou escrito depois!

De porte desta informação, você exclama e indaga:

- “Mas que bela informação! E de onde surgiu esta porcaria?!”

Antigamente, há muito tempo atrás… Mas muito mesmo. Quando ainda usavam papel e caneta para escrever. E as canetas usavam tinteiro ainda por cima! Não, não existiam os aplicativos Word ou Excel ainda… Putz! Fico imaginando como vai ser difícil explicar isso para meu filho em alguns anos!

Mas lá naquela época em que as pessoas que  sabiam escrever já eram poucas e os recursos menores ainda, começou-se a usar o dito cujo! A idéia era que ao final de um texto de trocentas linhas que foi manuscrito indicando o paradeiro de uma agulha por exemplo (agulha?!), o escriba desatento não precisasse rasgar e começar tudo novamente. Colocava ali no finalzinho:

“P.S.: Acum in meta foeni quarere.”

E assim explicava ao destinatário o que desejava. Fazia as considerações finais sobre que acabara de escrever. Acrescentava idéias deixadas de lado ao longo do texto.  Dava informações importantes respectivas ao assunto tratado.

E o nerd ali das primeiras fileiras já externa sua felicidade! Como é bom ver a felicidade de uma criança! É possível em alguns momentos perceber sua euforia pelo brilho proveniente de seus olhos que transparece seus óculos fundo de garrafa. Já se passaram cerca de 3 minutos desde que os alunos decidiram que era hora de ir embora. Faltam 15 ainda para bater o sinal. Mas o sinal também já não bate mais. O sinal ultimamente só apanha! E ai dele se ameaçar qualquer reação! E o infeliz do nerd levanta a mão… E toda a sala consterna-se com sua atitude. O professor em exercício já teme pela sua segurança. “Sua segurança” refere-se à segurança do professor. O nerd todos já sabemos como vai acabar. Antes de pensar muito, o professor conclui que só estaria adiando o inevitável e dá a palavra ao aluno, afim de perder o menor tempo possível.

- ” Mas Professoooor… Já que a idéia era acrescentar idéias e informações não ditas no corpo da carta ou apenas tardiamente lembradas, por quê razão continuamos a usar P.S. ?”

E esta é a pergunta que não cala. Por qual razão as pessoas usam ainda “P.S.” ? O primeiro destes motivos é o mais lógico: A preguiça!

Sujeito escrevendo o e-mail, mesmo porque já não escrevem mais cartas, contando sua teoria sobre o seriado Lost para seu amigo. Sim, este sujeito deve ser louco para mandar um e-mail tratando disso. E fala tudo que deveria falar. Ao final do e-mail percebe que esqueceu de dizer quem é que tem o tal problema que acredita ser a raiz do problema. Com preguiça de ler todo o seu e-mail novamente, que pode ter ficado maior que este post, lança lá no final:

- ” Ah! O personagem que tem distúrbio de personalidade múltipla é Hugo Reyes (Hurley)! “

Outra ocasião. Caboclo não fala com o tio da mãe dele há duas eras e meia. É obrigado a mandar um e-mail dando a notícia mais trágica do mundo. Coloca assim:

” Tio João,

A mãe morreu. O velório vai ser amanhã na Igreja tal.

P.S.: Há quanto tempo hein?! Como você está? “

É uma forma de tornar menos impessoal e criar certa intimidade com o Tio João. Inútil. Mas é assim que é utilizada. Tem também o caso do cauteloso. O cara sabe que pode causar ataques cardíacos. Desta feita, todo o assunto vai ali dentro do “P.S.” mesmo. O que vem antes é só uma maquiagem. Ou uma vaselina:

” Tio João!

Há quanto tempo hein?! Como você está?

P.S.: A mãe morreu. O velório vai ser amanhã na igreja tal. “

Existe ainda outra hipótese. Aquela na qual as pessoas aproveitam para lembrar de algo que já foi dito anteriormente.

” Tio João!

Como você está? E o Alzheimer?

P.S.: A mãe morreu, lembra? Não se esqueça que o velório vai ser amanhã  na igreja tal.”

E assim sem culpa continuamos à utilizar  o post-scriptum das mais diversas e erradas formas possíveis. Eu mesmo adoro colocar um “P.S.” no final do texto. Devo dizer também que o post todo foi para escrever algo do qual eu havia me esquecido no anterior, e que por alguma razão já não me lembro novamente.

Assim funciona a ignorância. Quanto menos se conhece, menos se teme! O nerd está prestes à saber que esta foi a última lição que ele aprendeu…

P.S. 1: Nenhum nerd foi ferido ao escrever este post.

P.S. 2: Não fazemos apologia ao uso de armas de fogo dentro de salas de aula.

P.S. 3: Não fazemos apologia às apologias, afinal, somos dissidentes!


Mar 5 2010

E agora?!

Então eu decidi escrever alguma coisa e criei um blog.

Eu precisava de um título.  Sim! Primeiramente, um título…  Sem titubear lasquei logo a frase que melhor me representa. E à você também, possivelmente.

Quem disse?! Pedro disse. À Jesus. Depois que Jesus disse à Pedro:

” – Você vai me negar três vezes antes do cantar do galo!”

O que Pedrinho respondeu?! Adivinha:

” – Etiamsi omnes, ego non.”  (Significa: Mesmo que todos, não eu.)

E o que Pedro fez depois todo mundo sabe… Negou Jesus! E pasme: três incríveis vezes!

A moral da história é a seguinte, e sempre é a mesma. Pedro era o discípulo que dizem ter sido o mais chegado de Jesus. Foi inclusive o responsável pela ascensão da igreja, mas isso é outra história. E se o cara, tendo visto todos os milagres, ali na frente dele, sendo o preferido do senhor baby Jesus o negou, nós estamos fadados ao pecado! Sim… enquanto humanos, pecaremos! Mas o mínimo possível, e só quando for realmente necessário. Amém.

Amém, pra quem não sabe pode ser traduzido do hebraico por “assim seja”.

E foi para falar este tipo de besteira que criei o blog!

P.S.: E seja o que Deus quiser!